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Acerca de clonagem de cartazes politicos

Março 26, 2009
Claro que as “clonagens” são permitidas. Então o amigo nunca leu o “Inimigo Público”, o suplemento humorístico do jornal “O Público”, no qual o primeiro-ministro Sócrates é contínua e semanalmente “clonado” nas mais incríveis e inimagináveis situações? Ou os programas dos “Gatos Fedorentos”, nas televisões pública e privada, onde ao longo dos últimos anos têm sido “clonados” políticos da nossa praça tão diferentes como o professor Marcelo Rebelo de Sousa, o recorrente engenheiro Sócrates ou o próprio Presidente da República. Até mesmo no Portugal cinzento do antes de 25 de Abril existiam suplementos humorísticos nos jornais, que frequentemente “clonavam” os políticos de então: lembram-se dos “cartoons” de Abel Manta, publicados no saudoso Diário de Lisboa?A sociedade civil indignou-se, justamente, há cerca de um mês, por um acto de censura num cartaz que anunciava o Carnaval de Torres Vedras. Um caso em que o bom-senso acabou por prevalecer, pois a tal Procuradora acabou por reconhecer a arbitrariedade do seu acto censório. A livre prática do humor é um reflexo saudável dos regimes democráticos. Apenas os regimes totalitários o reprimem. A “clonagem” deste cartaz não passa de um exercício muito, mas mesmo muito moderado de humor. Só não o reconhecerá quem ambicione para todos nós um devir monocromático e intolerante.
J.S.D.
in comentários a “Foi reposta a verdade” por J.S.D. editado por peixe banana
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