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Quarteira, essa bela localidade

Agosto 12, 2010

Desculpem-me lá o palavreado, mas foda-se pá, tou finalmente na praia e quando digo finalmente queria dizer literalmente de literal.

Após um ano de trabalhinho em cima do tractor já não aguentava por chegar ao T1 que o Manel me sub aluga nesta bela localidade de Quarteira, com vista quase para o mar e quase para o campo, com fila para o talho, fila para o toldo e para o café.  Excelente localização, mesmo por cima do bar Pielas que até tem máquina de tabaco e pistácios de lata, e em frente da bela rotunda da fotografia, é verdade que não tem a luxúria das rotundas de Aguiar, mas também apresenta um certo conforto, onde todos os dias á tarde me refastelo no belo relvado a beber uma mini com o Manel, que para me alugar o apartamento teve que ir com a família para Vilamoura. Se há gajos amigos, o Manel pode dizer-se que é um deles, umas vezes mais e outras menos. Capaz do melhor e do pior, uma autêntica besta, camarada da vida e da revolução. O progresso é feito por estes homens com visão que moldaram a terra e fizeram nascer estes paraísos na terra e desfeito pelos pantumineiros que andam para ai a falar do plano da orla costeira ou lá o que é. Benditos anos oitenta mais os Maneis que fizeram estas maravilhas da engenharia sem elevador.

Este ano o mar escangalhou um bocado as praias e o pessoal tem que ficar mais juntinho, o que ate é bom, porque sempre dá para a malta dar um lamiré no toucinho da vizinha, na maminha da sobrinha e rebolar sem querer para cima das camones inglesas, sorry ladies, very nice, yes, nik nik avec moi… Quando puxo das humanísticas em termos de língua estrangeira ate me arrepio tal é a intensidade verbal e quando o digo com o palito no canto da boca, parece que ainda me levam mais a serio. Não fosse ter ali a família inteira e era um forrobodó, o Manel caga-se para a dele, mas eu não consigo principalmente quando levo a minha sobrinha que o Manel fez questão de levar para Vilamoura para nos deixar mais a vontade.

E o bom que é encontrar o Manel, o Toninho, o Zé, o cunhado do Adalberto com a esposa e o tio do Eduardo com uma puta de Badajoz (ainda por cima aquela que toda a gente já comeu), no promenade á noite, comer um pastel de nata ao lado do tipo que nos muda os pneus em Évora, tropeçar nas faluas do Chico do central e cair de fronhas nas mamas da Nelita dos bóbós, depois chegar lá fora e tentar andar em contra mão pelo passeio fora com dois sacos de bolas de Berlim, um em cada mão. Isto sim, são férias radicais.

Texto Zé Rotunda, imagem Zé Rotunda, recebido em peixebanana@sapo.pt

One Comment leave one →
  1. olhovivo permalink
    Agosto 14, 2010 22:32

    BONNE VACANCES POISSON…

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