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chega!

Agosto 25, 2011

Agosto está no fim, o simbolismo deste mês normalmente quente aqui no hemisfério norte, tem sempre a ver com o descanso merecido ou não, com a praia, o campo e a partilha de abraços com familiares e amigos distantes.

Agosto nada tem que ver com o que nos espera em Setembro. Quantas famílias se vão deparar com uma carta de despedimento ou falência da empresa onde trabalhavam. Nestes dias em que pouco se fala em Portugal, até porque aqui se fala de pouca coisa, os juros das obrigações do Tesouro (OT) português têm estado em alta em todas as maturidades, com os juros das OT a 2 anos em 13,28% e os das OT a 10 anos em 11,18%, a meio da tarde do dia de hoje, na Grécia o cenário é pior e já ultrapassa os 40% e na Itália a coisa começou a descambar tal como na Espanha, ultrapassando já a barreira emocional dos 5%. Em Junho votei para mudar, acreditando nas competências de outros diferentes dos anteriores, estes diziam que iam conseguir.

Aparentemente não vão conseguir coisa nenhuma para além de estagnarem esta merda ao ponto de parar o tecido produtivo nacional nomeadamente nas pequenas e medias empresas, enquanto mandam milhares de famílias para o buraco. Neste compasso de espera, vendem ao desbarato negócios que valem milhões e deixam escapar os bandidos que aqui e ali enfiaram outros tantos milhões ao bolso. Vocês sabiam que na Alemanha há duas pessoas (alemães) presas por causa do caso dos submarinos?

Portugal é uma sombra do que podia ser, é certo que uma população desgastada por sucessivos governos, se torna apática, mas o que nos estão a fazer é dramático. A nossa soberania está posta em causa porque há portugueses com fome, sem casa e quem fica com tudo não somos nós, são entidades etéreas, sem dono, sem pátria e sem a cultura do humanismo, dos direitos e das obrigações. Não acredito em soluções anti capitalistas para defender o nosso estado nação, acredito nas nossas capacidades, mas por este caminho, nem todas juntas nos poderiam afastar do desastre que o futuro nos vai trazer às mãos.

A impossibilidade de tudo isto, leva-me a repensar o que ando aqui a fazer. O problema é global, é certo, não o tratemos a uma escala regional. O que estão a tentar fazer com as periferias é ingrato, pouco europeu e reflecte bem o que é a Europa na realidade. Este grupo de países compradores de bens alemães está falido, para continuar a comprar vale tudo.

Na brandura dos costumes o bom português vai com certeza agir como normalmente age, mansamente, não vale a pena ir para a rua, basta não passar recibo, basta não pedir recibo, claro que 23% de nada é nada e o IRC de nada pouco mais será.

Estou farto de ser chulado através dessa coisa que chamam governo da nação, para pagar a essa outra coisa que se chama “mercados”.

Vão todos pró caralho!

 

One Comment leave one →
  1. Agosto 28, 2011 13:42

    Un ex-presidente francês disso isso aqui: “Existem duas coisas inuteis neste mundo: Prostata e presidente da republica”.

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