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deja vu

Setembro 8, 2011

 

Não costumo sair a palco para falar de casos pessoais, nem da carreira de qualquer comum mortal que tenha que ganhar a vida a trabalhar para sustentar a família, até porque a trabalhar ainda não vi ninguém enriquecer. Mas passados que estão dois anos da nova administração da Câmara de Viana do Alentejo e visto haver tanta contestação pelo menos nos blogues que não é feita por mais do que dois ou três manifestantes “pró Fidel”, apraz-me dizer aqui no meu blogue uma ou duas palavrinhas a respeito deste e de outros assuntos.

O município de Viana, está naturalmente cheio de pessoas afectas ou simpatizantes ao partido comunista, eventualmente lá terá um ou outro que não se manifesta, mas foi assim que de alguma forma se foi sustentando a ideia de que a CDU é um partido que arranja emprego à malta, a perpetuação foi logicamente acontecendo e nunca ninguém falou disso, era normal que uma pessoa afecta a essa força política extremista, aspirasse no futuro ser motorista ou outra coisa qualquer na Câmara. Não tenho nada contra as pessoas, que na sua maioria sempre me trataram bem e merecem o meu respeito, tenho sim contra essa chaga que se veste de outras coisas para nunca se perceber bem o que é na realidade. No entanto ser comunista em Portugal é exactamente o mesmo que ser Socialista ou Social-democrata, é só mais uma corporação que achou um bom nicho de mercado junto dos mais desfavorecidos.

Desta forma acho muito estranho que nesta nova gestão municipal não possam haver preferências em relação às pessoas com quem se vai trabalhar, é natural que assim seja, tal como foi natural que assim fosse. No meio de tudo isto foi preciso alguém começar a furar a mentalidade estabelecida, como foi o caso do Viana e Tal e depois de uma parafernália de blogues que vieram atrás ocupar cada um o seu nicho, uns com mais e outros com menos responsabilidade, mas todos contribuíram para a abertura de temas e reflexão de alguns problemas. Na verdade, a utilização destes meios para difundir a palavra ou a parvoíce colocou a nu as incapacidades de uns e as habilidades de outros, a verdade é que nada ficou na mesma, o medo, esse permanece estampado no anonimato de alguns blogues e de alguns comentadores.

Enquanto escrevia este post, não pude deixar de reparar na Barbearia Ideal e no post que contrapõe e bem o post do Portanto Pá, agora digamos, digamos. A verdade é que sem querer fazer juízos de valor às pessoas em questão, tanto direito tiveram uns de o fazer, como os outros, sendo que me aborrece sempre ver técnicos superiores encostados por questões políticas, quando há tanto para fazer.

Este assunto que tem dividido esta pequena comunidade de uma forma transversal limita muito o potencial dos actores do concelho de Viana, que para além de viver praticamente dividido administrativamente vive de forma acéfala nesta dualidade de vontades. Naturalmente os nossos filhos vão absorver essa barreira a menos que passem a fazer vida noutra comunidade.

Esta questão da dualidade que contrapõe estas duas facções é no entanto muito frágil, pois no fim somos todos vizinhos e queremos naturalmente o melhor para o nosso concelho e às vezes parece que não é exactamente isso que se passa.

As críticas que tenho feito, umas mais ácidas que as outras, são pessoais e ao contrário do que a oposição apática pensa, eu estou com as pessoas pelas quais fiz campanha, caso contrario estava caladinho no meu canto, mais, sinto que a critica tem eco e é aceite e debatida. Não tem nada a ver com a falta de aceitação que já aconteceu noutros tempos. Por fim acho que a vila de Aguiar começa a entrar na Câmara sem ser para o estaleiro e naturalmente será daqui que no futuro se começará a ouvir falar do concelho pelas melhores razões.

João tem uma boa estadia no teu novo emprego, claro que fazias falta e isso só é grave para quem não chegou lá. Bom trabalho.

 

 

2 comentários leave one →
  1. Zéi da viúva permalink
    Setembro 8, 2011 21:56

    Atão quer dizeri qui êsti joão é aquêli que deziam que entrava prá cambra antes do concurso sêr fêto. Atão acertaram, podem agora advinhar o êromilhões. Houve um concurso prá li prá cidade vizinha, qui queim fez o concurso taméim concorreu, nã foi deficil acertar quem ganhou, mas “quando a sorte é universa, nada vale ao infeliz, mete um olho em cada nalga, vê onde fica o nariz” , o pulêro foi um dos 18 extintos no país, o premêro lugar no concurso de nada lhe valeu. Quero dzer questa gentinha ó gentalha como vocemecês quzerem andarem todos a estudarem nos mesmos livros. Dantes era o padrinho, agora era a madrinha que mandava, cando lhe dziam que iriam fazeri qalquer coisa ela só dzia, “se fosse eu fazia assim” e era assim quera fêto.

  2. Anónimo permalink
    Setembro 10, 2011 14:46

    Só me lembro de um mandão que durou 14 anos, foi o camarada diamantino

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