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Sócrates, Seguro, Passos Coelho & Cia. SA

Outubro 30, 2011
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30/10/2011 por  no Aventar

 

Se se tratasse de empresa cotada na Bolsa de Lisboa e integrasse o PSI 20, e se fosse apostador dessa e de outras bolsas, garanto que nem uma acção, ou fracção desta, compraria. Os gestores de topo, identificados no nome da empresa, constituiem uma espécie de enxame de vespas capaz de afugentar o mais corajoso.

A despeito da falta de confiança, tais accionistas existem como políticos, andaram ou andam por aí com outros que tais, tramaram e continuam a tramar a vida a centenas de milhar de cidadãos.

Segundo o ‘Público’, Sócrates pediu ao PS que vote contra o OGE 2012. Por outro lado, o jornal adianta que Seguro, um penitente da insegurança, está a congeminar a hipótese de se abster, a troco da eliminação do aumento do IVA da restauração e, mais timidamente, tentando evitar corte tão drástico nos subsídios de Natal e de férias dos funcionários públicos no activo e aposentados, bem como como dos pensionistas do regime geral da Segurança Social (sector privado).

O semanário ‘Expresso’, por sua vez, dá conta de que Sócrates desmente o anunciado pelo ‘Público’, através de Teresa Pina, ex-jornalista da SIC e ex-assessora de imprensa do ex-primeiro ministro (ex, ex, ex…).

Toda esta trapalhada nutritiva para os ‘media’, do diz que disse mas final não disse, é também fenómeno comum dos políticos da era actual. Os ‘ex-jotinhas’ Sócrates, Seguro e Passos Coelho são exemplares paradigmáticos da mentira, da sobreposição de oportunismos sobre o interesse geral, da irresponsabilidade político-social, da incompetência e de muitas outras incapacidades que os portugueses estão e vão pagar duramente – Cavaco e Guterres, cujas características genético-políticas têm origem diferente, foram os fundadores do pantanoso terreiro, onde os jovens sucessores se alimentam insaciavelmente.

 

E então Passos? Curiosamente, desapeado Sócrates e com o PS dirigido pelo pusilânime Seguro, os pressupostos e decisões do Governo do Coelho – e desse insubstituível Relvas, uma espécie de César Moreira Baptista da actualidade – os pressupostos e as decisões do Governo de Coelho, dizia, são efectivamente ameaçadoras.

Estadista de aviário, ignorando a regra de contenção nas declarações sobre política interna no exterior, anunciou no Paraguai – viva o Tacuara! – a intenção de renegociar com a ‘troika’ uma solução que permita às empresas públicas pagar à banca: reformular, pois, a “ajuda externa” para cumprir os desígnios da ideologia neoliberal e dos interesses dos banqueiros.

Em suma, do lado ‘rosa’, estivemos sujeitos a Sócrates, e no presente à oposição de Seguro; da barricada ‘laranja’, é Passos Coelho quem ordena, mitigado pelo Relvas. Enfim, uma garotada destruidora e incapaz. E a Passos é necessário lembrar que adívida externa total do País (pública e privada), em 30-06-2011, tinha a seguinte composição:

COMPOSIÇÃO DA DÍVIDA EXTERNA DE PORTUGAL (M €)

Milhões de Euros Distribuição %
Dívida externa pública 94.180.000 24,83%
Dívida externa autoridade monetária (BdP) 57.317.000 15,11%
Dívidas inst.financ.monetárias (banca e similares) 154.098.000 40,62%
Dívida externa investimento directo 20.290.000 5,35%
Dívida externa outros sectores 53.461.000 14,09%
Total 379.346.000 100,00%

Fonte: Banco de Portugal

Mais do que 75%, em finais de Junho de 2011, correspondia a ‘Dívida Privada’. Na lógica da aventura neoliberal, é natural que Passos Coelho, pelas renegociações com a ‘troika’, queira transferir explicitamente a dívida para aliviar a banca e onerar o Estado que tanto abomina. Foi o que anunciou no Paraguai. Um tipo destes não deveria ser inibido de viver à custa do Estado?

Até quando os portugueses – civis e militares – estarão dispostos a aceitar pacificamente esta garotagem e o género de baixos e duros golpes a que eles se atrevem?

One Comment leave one →
  1. Anónimo permalink
    Outubro 31, 2011 10:47

    isso é tudo muito bonito para quem acha que de facto são os bancos que devem dinheiro ao estrangeiro e não são as pessoas, empresas e o estado que deve aos bancos que por insuficiencia de poupanças internas têm de ir buscar o dinheiro a fora…

    dizer que sao os bancos que devem é demagogia bacoca de um pensamento que deveria ter sido enterrado com os restos de um tal muro que foi derrubado há mais de 2 décadas

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