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Luís Amado defende referendo em Portugal

Dezembro 14, 2011
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O ex-ministro dos negócios Estrangeiros defendeu ontem a necessidade de um referendo em Portugal devido às opções que se colocam ao país em termos europeus e considerou possível que o país necessite de mais dinheiro no próximo ano.

“Numa conjuntura de enorme constrangimento e de problemas gravíssimos, em que as decisões que vão ser tomadas colidem com princípios e valores que eventualmente nos repugnam, é um imperativo incontornável recorrer à população e ouvir os povos quanto ao destino da Europa e de cada nação na Europa”, afirmou, num debate com Jorge Miranda organizado na noite de ontem no Instituto Adelino Amaro da Costa.

O antigo ministro recordou neste contexto à decisão (de convocar um referendo) tomada pelo ex-primeiro-ministro grego “depois da humilhante reunião do Conselho Europeu”, dizendo que “todos nós vamos estar sujeitos a impulsos desse tipo nos próximos tempos”.

Enorme pressão sobre PS

 

Por outro lado, Luís Amado considerou que não “via forma de fugir” a uma decisão de consagrar na Constituição ou lei equivalente a chamada “regra de ouro” estabelecendo limites para o défice e a dívida.

A Alemanha tomou unilateralmente uma decisão deste tipo precipitando uma situação, que impõe opções muito difíceis – afirmou. “É nessa perspectiva que continuo a pensar que o debate é importante”.

“A pressão sobre o PS é muito forte e o seu líder não pôs nenhuma objeção a uma lei de valor reforçado”, disse ainda, reforçando que nesta matéria “um compromisso nacional de dois terços” é decisivo.

Mais dinheiro para o ano

 

O ex-mne lembrou que este compromisso é uma garantia para os credores, que “são nossos aliados” na medida em que querem ser pagos. “Passaram-nos para as mãos 78 mil milhões de euros e se calhar no próximo ano precisamos de outro tanto para nos mantermos à tona, em actividade normal, quer dizer, ligados à máquina”.

“Precisamos da confiança dos credores, que querem garantias que os compromissos são tomados por este governo e posteriores. Daí a importância (da inscrição da norma) na lei orgânica ou da Constituição”, concluiu.

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